DIREITOS DO FETO
 

 

Mãe não tem o direito sobre seu corpo quando carrega uma vida no ventre. O bebê é uma outra pessoa!


Mulheres que defendem que o aborto deixe de ser crime no Brasil não reconhecem que o corpo que está dentro delas não lhes pertence e , por isso, não têm o direito de matá-lo. Esta é a opinião de Maria das Dores Hipólito Pires, conhecida como Doris Hipólito, orientadora educacional da Associação Nacional em Defesa do Nascituro.
Para ela, a mulher é uma pessoa e o bebê é outra pessoa. “Ambos têm direitos e não podemos, jamais, admitir que o direito de um prevaleça sobre o direito do outro, especialmente quando está em jogo o mais fundamental de todos os direitos: o direito à vida”, argumenta.
Mãe de Aline e Rafael, casada com José, Pedagoga com formação básica em Bioética, Professora de Filosofia e Juiza de Paz Eclesial, Doris é paraibana e vive no Rio de Janeiro onde fundou a Associação Nacional em Defesa do Nascituro, o Movimento Pró-Vida da Diocese de Nova iguaçu (RJ) e a Casa de Amparo Pró-Vida para gestantes vítimas de Violência.
Leia a entrevista feita com ela por e-mail com exclusividade para este Blog:



Blog Fé em Jesus – Num manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto, datado de abril de 2009, a Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto que agrega dezenas de entidades e movimentos feministas afirma que:
“Querem retirar direitos conquistados especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres. Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura. A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres”. Como a senhora analisa esse texto?



Doris Hipólito – Antes de responder especificamente tua pergunta eu preciso desmistificar a afirmação de que há dezenas de entidades de mulheres. Isso não é verdade: as feministas são poucas e um grupo pequeno de mulheres representa uma ONG diferente, então fica parecendo que há muitos grupos, o que não acontece. Além disso, a maioria dessas ONGs recebe apoio do governo e também de outras organizações que as subsidiam para introduzir o aborto no Brasil. A realidade dos grupos que defendem a vida é completamente diferente. Agora, em relação a sua pergunta: em nenhum momento percebo ameaça aos direitos já conquistados como votar, ocupar importantes cargos sociais, e assim por diante. O que elas querem dizer é que são donas do próprio corpo e, portanto, podem optar pelo aborto. Neste ponto preciso discordar, pois o corpo que está dentro delas não lhes pertence. A mulher é uma pessoa e o bebê é outra pessoa. Ambos têm direitos e não podemos, jamais, admitir que o direito de um prevaleça sobre o direito do outro, especialmente quando está em jogo o mais fundamental de todos os direitos: o direito à vida.


Fé em Jesus – A senhora já afirmou que a mulher é livre até engravidar. Poderia explicar isso melhor?



Doris Hipólito – A maternidade sempre foi e é uma decisão livre da mulher, pois ela pode optar se deseja ou não engravidar. Contudo, quando a mulher já se encontra grávida, aí não há mais opção, é fato concreto: dentro do ventre da mulher há uma pessoa, cuja vida vale tanto quanto a vida de qualquer um de nós. O Estado não deve influenciar ou determinar se a mulher deve ou não ser mãe. Isto é opção pessoal. Da mesma forma, o Estado não tem o direito de determinar quem deve nascer e quem deve morrer, pois isto não lhe cabe. Compete ao Estado, isto sim, zelar pela saúde integral dos seus cidadãos, desde o ventre materno até a morte natural. É lamentável que mulheres cuja vocação  natural é a  maternidade estejam repudiando o  sublime dom de poderem ser mães, ou  pior, estejam querendo matar seus próprios filhos. Estas mulheres deveriam perguntar a si mesmas porque se comportam dessa forma. Não consigo acreditar que matar uma criança indefesa possa ser considerado uma solução para um problema que é basicamente social.



Fé em Jesus - Em relação à recente decisão do STF que torna legal a interrupção da gravidez de bebês com diagnóstico de anencefalia, a senhora acha que essa decisão pode mesmo abrir a porta para outras no sentido de liberar o aborto sem qualquer restrição no Brasil?



Doris Hipólito – Diversas vezes ouvi feministas afirmarem que só conseguirão legalizar o aborto via poder judiciário. O primeiro passo foi a permissão para a prática do abortamento de crianças portadoras de anencefalia, fato que no meu entender ainda não está consumado, porque temos como recorrer da decisão, com base na Constituição Federal de 1988. Quem proíbe o Judiciário de tomar decisões que competem unicamente ao Congresso Nacional? Eles encontraram um atalho fácil, e certamente querem mais.


Fé em Jesus – De que maneira a sociedade brasileira, em sua maioria contrária ao aborto, deve se engajar contra essa pressão existente para a sua descriminalização? Com que argumentos devemos nos contrapor a esse movimento contra a vida?



Doris Hipólito – Penso que num primeiro momento precisamos exigir dos nossos deputados e senadores uma firme posição em favor da vida. Eles estão agindo muito timidamente. Segundo: é preciso uma ação mais enérgica por parte da Igreja, que somos todos nós, os batizados. Como povo de Deus, não podemos ficar indiferentes aos constantes ataques  contra a vida e a família.  Se estes dois poderes resolverem agir socialmente, não tenho qualquer dúvida de que o inimigo vai recuar.
 
Sandro Guidalli para o blog Fé em Jesus