O OPORTUNISTA RELATÓRIO DA CIA

O OPORTUNISTA RELATÓRIO DA CIA

Nesta semana, a mídia e os esquerdopatas fanáticos, juntamente com os “anti-bolsonarianos”, exultaram com a divulgação de um Relatório da CIA que condena (?!?) os generais do regime militar de 1.964/85, no Brasil.

Mas, esta louvação ridícula é totalmente despropositada.

E explico (quase desenhando) porque acho isto:

Aos esquerdopatas e mídia dissimulada, a justificativa é simples. Até “ontem” a CIA não tinha credibilidade alguma, sendo considerada (inclusive com deboche) pela esquerda como uma entidade do mal, responsável por todas as mazelas ocorridas no mundo, desde o embargo a Cuba (1.960).

Aos “anti-bolsonaristas” – Será que ninguém, mesmo no alto de sua experiência e discernimento estranhou que tal notícia (ou factoide) tenha surgido somente 44 ANOS depois do fato, e exatamente quando o Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto, e é o preferido da maioria para ocupar o cargo de Presidente do Brasil?

Hipocrisia é pouco!

Pois, para os primeiros, a CIA virou uma fonte confiável e credível; enquanto para a turma que só votará no Bolsonaro caso o adversário no 2º turno seja “pior que ele” (sic), tudo vale para criticar o favorito.

Isto que os “anti-bolsonarianos” nada farão para impedir a ida do famigerado (pior) candidato da esquerda ao 2º turno. Nem que seja escolhendo votos em candidatos sem nenhuma chance, “só para marcar presença”.

Estamos diante da grande virada moral (nossa maior crise) e muitos “brasileiros responsáveis” pensam em favorecer um amigo, ou um parceiro.

Daí, por si só, se explica a escalada do PT ao poder. Enquanto a esquerda se une para uma única alternativa, a direita (com suas variantes liberais, capitalista, e ortodoxa) se divide em torno de ideias e amigos. Mesmo sabendo que ambos são inviáveis no momento!

Apesar de não questionar a denúncia “claramente oportunista”, gostaria – por amor à verdade – esclarecer dois fatos que reputo importantíssimos e altamente relevantes:

1º) o “tal” relatório (cujo original não apareceu…) é datado de 11/abril/1974, e está escrito num “sistema operacional” chamado de “Microsoft Word”, processador de texto criado em 1983, apenas 11 ANOS depois;

2º) o “tal” relatório se refere ao “Centro de Inteligência do Exército” (Army Intelligence Center – CIE),  que somente foi oficialmente criado em 23/12/1992 e passou a valer a partir de 1º/01/1993 para substituir o nome “Centro de Informação do Exército”.

Temos então que o “super credível” relatório enganou não só o eficiente departamento de investigação da Rede Globo, como um montão de gente que prefere “acreditar em bruxas” para criticar o capitão/deputado Jair Bolsonaro.

Mais um ataque oportunista foi desmascarado!

Marcelo Aiquel – advogado (13/05/2018)

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O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR

“FREUD EXPLICA”

Gen Gilberto Pimentel Presidente do Clube Militar

11 de maio de 2018

A jornalista me pergunta se pretendo, na condição de dirigente do Clube Militar, dar algum tipo de resposta à divulgação de um documento da CIA, acusando o presidente Geisel de crimes que teriam sido praticados no período do seu governo, também com a participação de outro ex-presidente, João Figueiredo, destacando que só o Jornal Nacional gastou três minutos e trinta segundos, sem quaisquer contestações de outras partes.

Pretendo, sim, mas é tão grande o desprezo que nutro pelo jornalismo praticado pelas organizações Globo e também por seus jornalistas, de um modo geral, que meu ímpeto seria o de abandonar a versão, a meu ver inteiramente fantasiosa, e falar das razões do meu descrédito. Seus traumas têm tudo a ver com as sombras de um passado que os atormenta e Freud certamente explicaria. Quem viveu e sabe da atuação da Globo nos idos de 64 entende muito bem a que me refiro. Em relação aos militares, aceitam como fato consumado uma versão cuja fonte e grau de veracidade sequer são colocados em dúvida. Naquela casa, hoje, quem tem direito a distorcer os fatos são os bandidos, em relação à polícia que os combate, e ontem os subversivos terroristas que pretenderam implantar no Brasil uma ditadura do proletariado, com relação às forças legais que lhes deram combate.

Aliás a Globo não precisa ir longe para comprovar o que digo. Nos seus próprios quadros de jornalismo existe hoje, e também em outros tempos, integrantes que aberta e livremente confessam essa intenção. E eles, sim, cinicamente, declaram que em nome dos seus torpes ideais foram capazes de mandar executar quem lhes fizesse oposição.

Quanto aos acusados, Ernesto Geisel e João Figueiredo, os homens de bem que viveram meu tempo sabem bem que os objetivos que estabeleceram àquela altura do governo militar não abrigavam esse tipo de ação. A ordem era restabelecer a plenitude da democracia e devolver o poder aos civis. Além do mais estávamos diante de homens íntegros. Não vale um tostão furado o presente documento.

E para completar, quando a jornalista me inquiriu, disse-lhe que não me surpreendia com a oportunidade da divulgação de um documento desse teor e que não acreditava numa linha do que continha. A oportunidade para mim é clara, e é assim que a Globo costuma tornar claro o ódio que deposita nos militares.

Temos agora na liderança das pesquisas para as eleições presidenciais um candidato que surgiu do nosso meio e um grupo expressivo de militares que, democraticamente nesses dias, consolidou a intenção de candidatar-se aos mais variados cargos de governo, desde os municipais, passando pelos estaduais até os federais. Isso para a Globo imperdoável. Não suportarão jamais. Preparemo-nos para novos embates. A eles nosso permanente desprezo.

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A CONEXÃO DINAMARQUESA COM AS FARC

Ativistas dinamarqueses enviam dinheiro a Santrich

Eduardo Mackenzie

Nina Hagensen, porta-voz de um grupo que se deu o nome angelical de “Comitê dinamarquês da esperança”, deu a cara para essa operação de transferência de dinheiro para as FARC. Transformadas aparentemente em partido legal, porém com “dissidências” que assassinam na Colômbia e Equador, elas continuam traficando quantidades industriais de cocaína para os Estados Unidos e Europa. A DEA e a Promotoria da Colômbia acabam de destapar esse jogo. Depois de prometer à Colômbia que não continuariam no narco-tráfico por haver assinado o “acordo de paz”, as FARC ficaram de novo nuas: não renunciaram a essa atividade suja e um de seus chefes, o histriônico Santrich, foi detido em 9 de abril passado em Bogotá e está às vésperas de ir extraditado para os Estados Unidos onde o espera um cárcere e um juiz que reprova sua participação em uma operação de tráfico de alucinógenos que lhe ia deixar 15 milhões de dólares. Entre os detidos com Santrich figura um tal Marlon Marín, sobrinho de outro chefe central das FARC, “Iván Márquez”, que optou por fugir de Bogotá e regressar à clandestinidade. Essas capturas realizadas pela Promotoria mostram que as FARC não mudaram e que seus vínculos com a máfia mexicana continuam estáveis.

A essa gente Nina Hagensen quer dar oito mil euros (22 milhões de pesos), sob a forma de um “prêmio” a Santrich que, segundo ela, teria “se comprometido com a paz”. Ela não admite que quem atacou o “processo de paz” foi Santrich e seus comparsas. Ela repete o refrão fariano: Santrich é “inocente” e as acusações da DEA são “difusas”. Diz que essa captura é “um sintoma” de que o governo americano e a direita da Colômbia “tentaram torpedear” o acordo de paz.

Que senhora arrogante! Ela não viu o processo. Entretanto, atreve-se a questionar o que disse, e as provas muito concretas que o Promotor Geral da Colômbia apresentou.

A Dinamarca é um país protestante de cinco milhões de habitantes. Dizem que é o mais feliz do mundo embora haja, como em todos os lugares, desigualdades sociais. A senhora Hegensen acredita que conhece a Colômbia por ter vivido lá um ano e meio “na época de Uribe”, segundo precisou a jornalistas da FM. Fala em castelhano e diz estar em Copenhague. Admite que conhece o caso de Tania “a holandesa das FARC”, mas o caso dela é diferente: que trabalha na Colômbia desde há uma década como “observadora de paz”. Porém, cala acerca do que é seu grupo e como reuniu oito mil euros para Santrich. Sublinha que “para chegar a uma paz verdadeira há que ceder e reconhecer os atores do conflito”, e que o importante é “a implementação dos acordos”.

Na realidade, a ativista dinamarquesa não conhece a Colômbia. Em seu diálogo com a FM disse que Santrich não foi condenado. Falso. Ele tem três ordens de captura, suspensas durante o “processo de paz”. Disse que ele havia sido “eleito” para entrar na Câmara de Representantes por parte das FARC, o que é inexato. Ela, sobretudo, resumiu sua visão da Colômbia: um país onde reina a “perseguição social” e onde se pode “perder a vida por exercer direitos como o voto, a palavra e a luta social”. A Colômbia é, pois, para ela, o que dizem as FARC: uma ditadura fascista com uma “desigualdade social muito grande”.

Com muita dignidade, os jornalistas evocaram ao final as vítimas do Clube El Nogal e os outros milhares de mortos, seqüestrados e mutilados deixados pela narco-guerrilha. Lhe perguntaram se ela não lhes pedirá perdão por dar esse prêmio a um verdugo e não a uma vítima. Sem deixar de falar de seu “amor” pelas vítimas, a dinamarquesa mostrou-se insensível e respondeu com frases farianas: que deve-se “entregar um Estado de Direito com justiça social” às vítimas, e que o central é a “reconciliação entre os atores do conflito” e a “implementação do acordo”. A linguagem de Nina Hagensen é inquietante. Que diabos é esse comitê? Um grupo humanitário? Um núcleo de iluminados?

Essa entrega do dinheiro às FARC é problemática. Tal ato poderia atrair sobre eles a atenção dos serviços anti-terroristas europeus. Nestes dois últimos dias, cerca de 500 experts e 80 ministros de 72 países se reuniram em Paris para dar passos concretos contra o financiamento do terrorismo. A conferência “No money for terror” concluiu com um discurso do presidente Emmanuel Macron.

Na véspera, François Molins, o procurador de Paris, revelou que os serviços de inteligência descobriram uma rede internacional que financia o terrorismo islâmico. Descreveu algumas das astúcias que essas redes utilizam para financiar operações: doações de e à associações humanitárias, doações diretas a arrecadadores, cartões pré-pagos, uso de plataformas digitais para enviar dinheiro e até moedas virtuais. François Molins explicou que o micro-financiamento é uma forma particularmente daninha, pois as agências que observam as transições financeiras não lhe prestavam a devida atenção. Tratarão de corrigir esse erro, pois por esses circuitos fluem milhões de dólares. Também assinalou que a vigilância exercida deu resultados: conseguiram identificar 416 doadores na França e 320 arrecadadores na Turquia e no Líbano, e identificaram jihadistas que estavam na Síria e no Iraque e cujo paradeiro era desconhecido.

Nesses mesmos dias, caiu na Espanha um carregamento de 9 toneladas de cocaína originária da Colômbia. Os serviços anti-droga da Espanha e Europa provavelmente procurarão a pessoa que montou esse enrome embarque ilegal. Nesse contexto, enviar dinheiro a Santrich é um ato de provocação contra a DEA e a Promotoria da Colômbia, ou é uma torpeza produzida pela ingenuidade de ativistas desinformados e intoxicados pela propaganda. Quisera crer que Nina Hegensen está no segundo grupo e que terá a capacidade para retirar esse “prêmio” antes que a justiça colombiana e a dos Estados Unidos confundam definitivamente  seu destinatário, o turvo Seuxis Paucias Hernández Solarte, vulgo Santrich.

Tradução: Graça Salgueiro

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EMPRESA E EMPRESÁRIO – A REGRESSÃO ECONÔMICA DO BRASIL

EMPRESA E EMPREENDEDOR

Jacy de Souza Mendonça

No alvorecer da economia brasileira, século XVI, não se fazia distinção entre o que hoje conhecemos como pessoa jurídica e seu titular. O negócio era o dono e o dono era o negócio; a contabilidade era uma só. O consumidor depositava confiança total na pessoa do comerciante, a tal ponto que, quando este falecia, créditos e débitos do negócio integravam o rol de seus bens a serem inventariados. Como, já então, os inventários eram complicados e demorados, até porque não eram tantos os juízes, os credores podiam ser forçados a aguardar anos para recuperar o que lhes era devido. Só depois da proclamação da república um decreto de Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda, estabeleceu a distinção entre sócio e sociedade empresarial.

Ler isso hoje, no primeiro momento, parece ridículo, mas mais ridículo é perceber que, no Brasil, estamos trafegando em marcha a ré, retornando àquela condição histórica: depois da evolução que levou o mundo, a partir da Alemanha, à criação da empresa de responsabilidade limitada, na qual são completamente diferenciados o patrimônio empresarial e os bens de seus sócios, agora, como decorrência do modismo da descaracterização da personalidade jurídica, estamos de volta ao século XVI, confundindo a empresa com seu titular. Em pouco tempo, a extraordinária evolução econômica que a instituição da pessoa jurídica de responsabilidade limitada proporcionou ao mundo estará completamente perdida para nós.

O que levou os antigos à distinção dos patrimônios foi o respeito e a valorização da pessoa do negociante, como retribuição a seu esforço criador de riqueza, emprego e arrecadação tributária. O que nos leva a voltar atrás, ao identificarmos, como no início de nossa História, a empresa e seu titular, é a total falta de respeito e reconhecimento para com o empreendedor. Em razão da influência de ideias socialistas, todo empresário hoje, por melhor que seja, é visto como elemento indesejável e ganancioso, apenas porque procura o lucro. Como se lucro fosse um mal. Ignora-se completamente que este é o único motor eficaz em direção ao crescimento econômico, político e social. O empresário precisa buscá-lo para sobreviver e crescer. Em contrapartida, ficou evidente o fracasso de todas as tentativas de substituí-lo pelo Estado. A História ensina, além disso, que, sem empreendedores, não haverá emprego, não se produzirá riqueza, não será possível sustentar o Estado e seus governantes; teremos uma comunidade de miseráveis, cercada pela pobreza, a fome, a doença e a morte.

Considerando que a criação da sociedade por quotas de responsabilidade limitada foi fator extraordinário para o crescimento econômico em todo o mundo, o que podemos esperar de nossa regressão tupiniquim?

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PARA ATIVAR A MEMÓRIA DO POVO BRASILEIRO

PARA ATIVAR A MEMÓRIA DO POVO BRASILEIRO

A copa do mundo de futebol na Rússia se aproxima. Não somos apenas os maiores campeões do mundo nesse esporte. Somos também um dos maiores  campeões do mundo em agronegócios. Exportamos proteínas e outros  itens agropecuários para encher a barriga da humanidade, o ano todo. Essa riqueza não caiu do céu. Vamos reabrir um assunto bastante ignorado ou esquecido na relapsa memória do povo brasileiro.  Leiam o relato que se segue.

Em 1974. o Presidente da República Ernesto Geisel, mandou chamar para conversar o jovem Secretário de Agricultura de Minas, Alisson Paulinelli, saído das salas de aulas e da direção da Universidade Agrícola de Lavras,  de Minas Gerais,  e expressaria a este, o óbvio: a agricultura brasileira só sairia da mesmice de cinco séculos de extrativismo se sofresse uma revolução tecnológica. Em seguida Geisel o convida para ministro da Agricultura e diz: vamos fazer essa revolução. Paulinelli topou. Chamou o presidente da adormecida Embrapa, Irineu Cabral e o diretor de recursos humanos Eliseu Alves e estabeleceram o rumo das ações: não queremos cientistas para resolver problemas da ciência, mas para resolver os problemas da produção da nossa agricultura. Pegaram uma verba de US$ 200 milhões e escolheram, nas melhores universidade brasileiras 1.600 recém formados e os mandaram para fazer mestrado ou doutorado nas melhores universidades do mundo: Califórnia nos Estados Unidos, França, Espanha, Índia, Japão e outras.

Plantaram a semente da maior revolução na agricultura já realizada na América Latina. Eliseu Alves que havia chegado dos Estados Unidos com bagagem mundial como cientista e como gestor de ciência e tecnologia assumiu a presidência da Embrapa e plantou as linhas de trabalho:

1)    Criou 14 Centros de Pesquisas em 14 regiões do País para pesquisar 14 produtos (exceção do café que já tinha o IBC, e do cacau que tinha a Ceplac), soja em Londrina e em todo o Paraná, mandioca e fruticultura em Cruz das Almas na Bahia, milho e sorgo em Sete Lagoas em Minas, vinho em Bento Gonçalves RS, feijão e arroz em Goiânia GO, gado de leite em Juiz de Fora MG, gado de corte em Campo Grande MS e seringueira em Manaus AM.

2)    Criou 4 Centros de Recursos Genéticos para o serrado, em Brasília.

Não foi milagre. Trinta anos depois, o investimento da Embrapa em aprendizado externo e pesquisas internas explodiu a agricultura brasileira. Não foi milagre. Foi competência, visão correta da ciência e das necessidades do Brasil. Paulinelli voltou para Minas Gerais, com seus estudos, suas pesquisas e suas assessorias. Eliseu Alves está em Brasília, com seus estudos e suas consultorias, ainda hoje é o grande guru da agricultura brasileira. Os políticos brasileiros podem ficar tranquilos. Nenhum deles é candidato a Presidência da República neste ano de 2018.

José Batista Pinheiro Cel Ref EB  (Rio de Janeiro, 10.05.2018)

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MILITARES DISCUTEM EVENTUAIS CANDIDATURAS A CARGOS LEGISLATIVOS E EXECUTIVOS

Motivados pelo desempenho do deputado e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) nas pesquisas eleitorais, pelo menos 71 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica lançaram pré-candidaturas a vagas no Congresso e no Executivo em 25 Estados e no Distrito Federal. Por enquanto, só o Acre não tem candidato nesse grupo. Parte deles se reuniu nesta terça-feira, 8, pela primeira vez, em Brasília para unificar o discurso.

Os pré-candidatos usaram frases e slogans para afirmar que trabalham com princípios de “honestidade” e “defesa dos interesses do País” cultivados nos quartéis. Bem ao estilo militar, a reunião começou pontualmente no horário marcado, com pouco mais de 30 participantes. A mesa foi composta apenas por generais, hierarquicamente superiores aos demais nas Forças. Cada presente se apresentou e os discursos, feitos sem interrupção, tinham como tema principal o combate à corrupção e o direito de militares de se candidatarem a cargos eletivos.

Mesmo ausente, Bolsonaro foi lembrado no evento, realizado em uma sala da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), na área central de Brasília. O presidenciável foi convidado, mas não compareceu – o que rendeu crítica de um dos presentes, que preferiu não se identificar. Nesta quarta-feira, o grupo pretende ir ao Congresso para se encontrar com o deputado.

O discurso mais contundente da reunião foi o do general de Exército da reserva, Augusto Heleno, que não se coloca como candidato, mas está sendo pressionado por seus pares a entrar para a política. General Heleno primeiro rejeitou a tese de que se esteja tentando formar uma “bancada militar”, justificando que não pode existir divisão entre sociedade civil e militar, e disse que considera isso “um preconceito” e “uma invenção da esquerda”.

O general disse ainda que Bolsonaro “não é o candidato dos seus sonhos”, mas que “é o único com possibilidade de mudar o que está aí porque todos querem que se faça uma faxina no País”. Depois de recomendar que o momento não é de “olhar pelo retrovisor e ficar elogiando o regime militar, mas de olhar para frente e buscar mudanças no País”, o general Heleno saiu em defesa do pré-candidato do PSL.

“Exigem do Bolsonaro o que nunca exigiram dos outros candidatos. Querem que o Bolsonaro seja a mistura de Churchill, Margareth Thatcher, Ronald Reagan, o Papa Pio XII. Essa cobrança nunca foi feita antes aos outros”, disse o general. “Bolsoraro tem defeito? Tem defeitos. Mas é o único que se apresenta hoje, pelo menos com a intenção e a possibilidade de mudar o que está aí. Daí essa grande reação ao nome dele, que está sendo até chamado de fascista, o que é um absurdo, porque quem não é de esquerda é tachado de fascista, o que ele não é, sem direito de defesa”, afirmou. Neste momento, foi aplaudido pelos colegas. Heleno disse ainda que, “ao contrário do que alguns entendem, Bolsonaro não vai poder governar sozinho e vai ter de montar uma equipe conjunta”.

A mesa de discussão foi conduzida pelo general Girão Monteiro, pré-candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Norte – que está atuando como organizador dos candidatos militares no País. Ele defendeu a tese que os militares “têm direito de votar e ser votado, como qualquer outro segmento da sociedade.” Segundo ele, “temos de funcionar como agentes de mudança do País”. Para o general, os militares, com esta mobilização, “estão dobrando a esquina e a dobrada é para o lado direito”.

É da legenda de Bolsonaro, o PSL, que vem a maior parte dos pré-candidatos ligados às Forças Armadas – 60 deles são filiados a legenda. Dos 71 postulantes, entre militares da reserva e da ativa, há uma única mulher. A coronel da reserva do Exército Regina Moézia, de 54 anos, quer ser deputada distrital em Brasília.

Terceira geração de militares de sua família e integrante da primeira turma de mulheres do Exército, coronel Regina diz estar acostumada a lidar com grupos majoritariamente masculinos. Mãe de um aluno da Escola Preparatória para o Exército, a coronel Regina está apostando nas mídias sociais para se eleger. Este tem sido o principal meio de comunicação dos candidatos militares – que veem na falta de recursos e na filiação a partidos pequenos e sem dinheiro um dos principais obstáculos para se elegerem.

Além do PSL, outros militares vão lançar candidaturas opr 13 partidos – PSDB, PSC, PR, PEN, PRP, PRTB, Novo, Patriotas, DEM, PHS, PROS, PTB e PSD. Várias patentes têm representantes – desde candidatos generais até coronéis, sargentos e capitães.

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A 2ª EMENDA SE REFERE A ARMAS ANTIGAS?

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DESARMAMENTO, O QUE É?

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O OUTRO LADO DA NOTÍCIA – 04/05/2018

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AfD VISITA A SÍRIA

Finalmente o AfD se demonstra amigável … na Síria

Yahoo Notícias Alemanha

Comentários de Jan Rübel


25  de  Março de  2018

Políticos do AfD fazem viagem à Síria. O que eles querem descobrir em 1ª mão? Aqui está um trecho de suas interessantes experiências.

Compilamos algumas impressões da situação na Síria!

Não se sabe mais no que acreditar, das “Fake News” geradas por toda a grande mídia, como, por exemplo, sobre o Oriente Médio. Para a mídia, a Síria está completamente proibida. Não é verdade!

Um grupo de audazes alemães partiu em direção ao país, a fim de abrir caminho contra o terror em virtude da [i]“Gutmenschnews”. O que um seleto grupo de viajantes políticos do AfD descobriu, deu a entender que foi tudo por vontade própria. Uma outra pergunta para a motivação de políticos fazerem turismo na Síria é checar se, de fato, muitos dos que fogem para a Alemanha são sírios. Talvez as coisas não estejam tão ruins naquele país. A palavra-chave para isso seria “Imprensa mentirosa”.Bem, por sorte, o grupo de políticos do AfD relatou sua viagem pelas mídias sociais como autênticos repórteres.

Agora falando sério. Viagens desse tipo são realmente uma chance de se aprender ou não alguma coisa. Jornalistas também realizam viagens semelhantes, mas antes de tudo, eles precisam decidir para qual região ir. Ou para aquela dominada pelos rebeldes ou para outra que está nas mãos do governo. É difícil que haja uma mudança no front com aqueles que estão predominando na guerra, então os políticos do AfD decidiram por fazer uma inspeção na zona dominada pelo governo de Assad e pousaram na capital da Síria, Damasco.

Um esboço do cotidiano

“Finalmente em Damasco”, escreveu no Twitter [ii]Christian Blex. “Estranho. Quase não há militares na fronteira com o Líbano”, completou.

Bem, há uma guerra ou não?

Será que o grupo tomou uma rota principal, enquanto que o norte e o sul foram sucessivamente bombardeados?

Tanto faz. Primeiramente,Blex observou as mulheres em Damasco. “Jeans azul, ao invés de véu.Mulheres sentadas nos bares. Em Meca, isso seria considerado inconcebível. Em [iii]Berlim-Neukölln, infelizmente, também não. E o governo apoiando “rebeldes”, os quais querem pressionar as mulheres a usarem burca”.

Não tenho a mínima idéia do que Blex, nascido em Westfalen, quis dizer. Bem como, se o governo alemão apóia rebeldes que preferem que as mulheres vistam a burca. Isso é novidade, afinal o Bundeswehr participa de ações contra o Estado Islâmico, mas talvez o deputado Blex disponha de professores de Matemática e Física que tenham acesso a tais fontes de informação.

Logo em seguida, ocorreu um encontro com o [iv]Grão-Mufti sunita da Síria, um ilustre senhor chamado Badr al-Din Hassoun. Alguns o chamam de “O Papa do Regime de Assad”. Vale ressaltar o quão é importante a separação da religião e da igreja. O AfD  agora discute com um Grão-Mufti, se o Islã não se vê como religião e se há, de acordo com a sua interpretação do Alcorão, tal separação. De qualquer modo é óbvio e claro, uma vez que o líder supremo por anos, já não é considerado mais uma autoridade teológica. “Os sírios na Alemanha sendo chamados de volta para casa”. Isso possivelmente agradaria a Blex, assim os sírios fariam rapidamente suas malas.

Uma investida pela normalidade

Damasco falando por si mesma. “Um maravilhoso passeio em Basar Suq al-Hamidyia. Encontrando muitas pessoas receptivas e simpáticas, as quais estão felizes com a nossa visita. Tudo ocorrendo de maneira descontraída por aqui …”.

Será que Blex também considera receptivos e simpáticos, os refugiados sírios na Alemanha?

Ou considera aqueles que chegaram à Alemanha apenas os imbecis e os maus?

Claro que Basar é um lugar belo e está tão calmo no momento, como um bairro precisa ser. Mas, quem sabe como é uma guerra, a reconhece, mesmo que ela esteja apenas a alguns quilômetros de distância. Blex teve uma percepção bem particular dizendo: “Quase não dá pra acreditar que milhares de homens sírios estão na Alemanha e ainda precisam recuperar suas famílias”.

O que não dá pra acreditar é a falta de percepção do mundo exterior e da esquizofrenia, os quais recaem sobre suas vítimas. Blex viu em Berlim, algo que não é, e então ele pensou que toda a Síria é como Basar Suq al-Hamidyia. Querer é poder.

Prosseguindo com o livro de viagens de Blex, onde ele conta: “Damasco é uma viagem valorosa. É o que eu posso dizer. As pessoas são corteses e a comida é ótima”. Estou conseguindo entender isso e muito bem. Os turistas alemães, os quais eu guiara por Damasco nos anos 90 ficavam igualmente entusiasmados. Hoje, os damascenos, se empenham em manterem-se o mais longe possível da guerra. É algo digno para uma medalha. Essas declarações me fazem lembrar dos prazos limites de que nós viajantes tínhamos quando se visitava a Síria. Isso muito antes da guerra.

Viver em paz também é possível quando não se há um posicionamento contra o sistema. Nenhuma crítica deve perder o seu valor e nem algo tão simples com a liberdade deve ser ultrajado. Reclamar do tratamento arbitrário dado à camarilha militar de um aparato corrupto que mantém um governante no poder, não foi fácil, mas pelo menos não houve tortura.

Infelizmente, até os viajantes que não tinham ligações políticas na Síria, vindos do Ocidente, não podiam ignorar essa opressão. Às vezes,  perseguidos políticos se aproximavam de você em um museu, na esperança de que pudessem ser ajudados. Às vezes, os contínuos silêncios dos interlocutores eram surpreendentes, quando se tratava de temas de valores substanciais.

Os interlocutores políticos do AfD, no entanto, efervescem em uma conversa fiada. O chamado “Ministro da Reconciliação Nacional” fala em uma tal de reintegração pacífica, além de também realizar conversações com a oposição. Bem, ao menos os representantes não-violentos da sociedade civil no exílio, também deveriam ser ouvidos, não?

O ministro, aparentemente analisa seus interlocutores tão primorosos, quanto os integrantes que fazem a viagem representando o AfD. Ele também teceu críticas à presença de combatentes estrangeiros apoiados pela Arábia Saudita, Catar e Turquia. Bem, mas e os combatentes estrangeiros do Hezbollah e partidários da Rússia e do Irã?

Por favor, um repórter para fazer uma pergunta delicada. Caso contrário, você será chamado de “Imprensa Mentirosa”.

Os integrantes do AfD foram para Aleppo ou Homs?

No caminho de volta ao aeroporto de Beirute, eles passaram por um dos campos de refugiados no Líbano ou  perguntaram aos sírios por que eles não estão voltando ao seu país?

Será que se trata apenas de consolidar o mito da “Mentira dos Refugiados”, segundo o qual a Síria não é mais um país do qual se deve tentar fugir?

Esse grupo de políticos do AfD ligou um pisca-alerta, qual se permite chegar a duas conclusões.Ou eles sabem mais e melhor como dar informações ou é realmente difícil se chegar aos termos de uma compreensão.

Aliás, amanhã não é apenas o dia Internacional das Mulheres, mas também o aniversário do golpe militar do Partido Baath na Síria em 1963. Isso certamente será uma grande oportunidade, prezados integrantes do AfD.

Tradução – Márcio Alexandre: http://www.ma-traducoes.webnode.com


[i] „Gutmensch“  é um termo usado para designar aqueles que ajudavam voluntariamente a chegada de refugiados.

[ii] Deputado do AfD pelo Estado de Nordheim-Westfalen.

[iii] Bairro da zona central da cidade Berlim.

[iv] Acadêmico islâmico com grande capacidade de interpretar a Charia e a Fátua.

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