TERRORISTA CONCUBINA DE CHEFE DAS FARC
 

 
Terrorista holandesa Tanja Nijmeijer é a concubina de Iván Márquez



Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido



Enquanto para governo nacional a presença da terrorista holandesa Tanja Nijmeijer na mesa de negociações em Havana, significa um complexo obstáculo pela possível interação da européia com os meios de comunicação do mundo com alta dose de propaganda pró-fariana, para as FARC em seu conjunto, Tanja representa uma difusora de imagem sem par e uma habilidosa manobra midiática de conotações político-estratégicas, e para Iván Márquez equivale evitar que os ciúmes o carcomam, apenas pelo fato de imaginar que sua nova concubina possa estar em uma tenda do seu acampamento na selva venezuelana, nos braços de outro de seus amantes ocasionais. E para Tanja, a possibilidade de regar a imprensa e se converter em um ícone rebelde juvenil no velho continente.



Devido a que não há nada oculto entre o céu e a terra, a verdade cedo ou tarde aparece.



Após o bombardeio ao acampamento de Jojoy, especulou-se que Tanja teria morrido. De imediato, Botero [1] se apressou em publicar a entrevista propagandística pré-acordada, na qual Jojoy aparecia como porta-voz da paz em contraste com sua morbidez criminosa, e Tanja seria um exemplo de integridade revolucionária, para tapar a “enlameada” do registro de seu diário escrito em idioma holandês no qual, em código, a jovem terrorista expressava seu suposto desgosto por haver-se integrado às estruturas criminosas das FARC e criticava as demais guerrilheiras que, para conservar privilégios, se convertiam em colchões de todos os terroristas.



Não obstante as supostas frases de auto-crítica sensatas às realidades internas das FARC, os fatos posteriores demonstraram que como todo militante comunista, Tanja também é mentirosa, e que não está alheia à boa vida que tanto criticava de suas companheiras de andanças delitivas.



Meses depois da morte de Jojoy, de novo entrevistada por Botero, Tanja apareceu em outro acampamento como uma heroína sobrevivente, mais convencida da guerra das FARC e de seus cúmplices contra a Colômbia. Até muito tempo depois, quase ninguém sabia que essa entrevista não havia sido gravada na zona de influência do Bloco Oriental, senão em território venezuelano no acampamento de Iván Márquez, localizado a poucos quilômetros da fronteira com a Colômbia, escudado pelo governo de Chávez.



A razão para que Tanja esteja na Venezuela é muito simples: morto Jojoy, o Secretariado transferiu Tanja para a Venezuela para que servisse como tradutora e como imagem internacional das FARC ante os visitantes permanentes ao acampamento de Márquez e Granda na Venezuela. À chegada da terrorista holandesa à guarida de Márquez, o cabeça ficou flechado pela beleza e graça de Tanja. Deixou de lado as outras concubinas e a converteu em sua nova amante sem que, ao que parece, a mesma européia rebelde e “digna” do documento escrito em seu idioma nativo quatro anos antes, opusesse resistência à lascívia e mórbido apetite sexual de Iván Márquez.



O que veio daí em diante foi o idílio da holandesa, convencida de que conheceu um super-homem revolucionário, e a obnubilação terrenal de Márquez no outono de sua existência, sonhando com seu novo romance na selva. Inclusive no mesmo dia que Cano caiu no Cauca, Márquez navegava na bebida ao lado de sua amante européia.



Combinada a mesa de negociações com o governo Santos, Márquez foi designado chefe da delegação das FARC. Consumido por ciúmes doentios e desconfiança derivada da duvidosa lealdade de Tanja, Iván Márquez fez o possível e o impossível para pressionar igualmente as FARC e o governo nacional para que a terrorista holandesa estivesse na Noruega, mas o governo nacional não queria aceitá-la como negociadora da contra-parte, devido à provável publicidade favorável às FARC que Tanja desperta entre os jornalistas.



O aparente ridículo evento de um bandido ciumento pôs em desconfiança a possibilidade de êxito do plano de paz do governo nacional, pois Márquez se negava a viajar a Oslo se sua sócia de tenda não viajasse com ele até Oslo. No final o governo colombiano cedeu, porém por intermediação do Ministério Público ela só foi autorizada para estar em Cuba e não ir à Europa...



No momento continua o novelão de sexo, intrigas e paixões de um terrorista no outono de sua existência, com uma européia desajuizada da cintura para baixo. Virão novos e mais festivos capítulos deste insólito e até tragicômico episódio da guerra do narco-terrorismo comunista contra a Colômbia. Os fatos o dirão.



Notas da tradutora:



[1] Jorge Enrique Botero é um velho e experimentado jornalista colombiano amigo das FARC, encarregado de fazer a propaganda oficial do bando terrorista. Os vídeos de prova de sobrevivência que as FARC entregavam ao governo e Forças Militares foram TODOS feitos por Botero que tem livre trânsito dentro dos acampamentos. Escreve para o conhecido site de extrema esquerda, “Rebelión”, e para o “ANNCOL”, porta-voz das FARC. Apesar desse histórico, nega qualquer vínculo com os terroristas.



[2] Abaixo pode-se ver o citado vídeo feito por Botero em agosto de 2010.





Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.com



Tradução: Graça Salgueiro