UNOAMÉRICA SOBRE URABÁ
 

 

UnoAmérica apresentou informe sobre o Urabá


UnoAmérica


Bogotá, 5 de março – A União de Organizações Democráticas da América, UnoAmérica, apresentou ontem um informe sobre a investigação realizada por seus delegados na zona do Urabá, relacionada com os assassinatos de Manuel Moya e Graciano Blandón no passado 17 de dezembro de 2009.


O ato foi realizado na Universidade Sergio Arboleda, e a apresentação esteve a cargo dos que participaram da investigação: Jaime Arturo Restrepo (Diretor Jurídico de UnoAmérica), Miguel Fierro Pinto (Presidente da Fundação “Um Milhão de Vozes”), Jorge Mones Ruiz (Delegado de UnoAmérica na Argentina) e Alejandro Peña Esclusa (Presidente de UnoAmérica).


No curso da investigação, os delegados de UnoAmérica não somente recolheram testemunhos e constataram os fatos denunciados in situ, senão que detectaram outros graves problemas na região, como a existência de zonas liberadas (mal denominadas “comunidades de paz”), onde as FARC atuam com absoluta impunidade, com a cumplicidade de ONGs nacionais e internacionais sem que o Estado possa intervir.


A exposição foi dividida em cinco partes: começou com a apresentação de um vídeo que explica os detalhes do caso Moya-Blandón depois Peña Esclusa expôs os motivos que levaram UnoAmérica a se ocupar do caso, o método de investigação usado, a informação arrecadada e as conclusões preliminares o doutor Restrepo explicou as falhas cometidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Moya-Blandón e apresentou um vídeo sobre o uso de falsos testemunhos para culpar os militares Fierro Pinto apresentou uma declaração gravada em vídeo do desmobilizado das FARC, cognome “Samir”, onde ele denuncia a cumplicidade da Comissão Intereclesial Justiça e Paz com as FARC e, finalmente, Mones Ruiz enviou da Argentina uma breve exposição, explicando a similitude entre o caso Urabá e outras zonas liberadas na América Latina, assim como a lista de ex-terroristas argentinos em assuntos concernentes aos direitos humanos.


As conclusões do informe de UnoAmérica são as seguintes:


Primeiro: as comunidades de paz no Urabá não têm razão de existir


Segundo: é oportuno tomar medidas para anular o regime jurídico que as rege


Terceiro: urge investigar o papel da Comissão Intereclesial Justiça e Paz


Quarto: requer-se um grande acordo para restabelecer a verdadeira titularidade das terras no Urabá


Quinto: existe o risco de que estoure a violência nessa zona se não se aborda o tema com firmeza e decisão


E sexto: a Corte Interamericana de Direitos Humanos atuou de maneira negligente no caso Moya-Blandón.


O fórum contou com a assistência de personalidades do mundo político, acadêmico e militar, líderes gremiais e sociais, jornalistas e um dirigente afro-descendente do Urabá.


Tradução: Graça Salgueiro